Estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) aponta para o fato de que, para o Brasil conseguir oferecer uma água de boa qualidade para todas as cidades do Estado, o país deverá investir R$ 70 bilhões até 2025. De acordo com o relatório, 55% dos municípios correm o risco de desabastecimento até 2015.
O documento Atlas Brasil, a ser divulgado no dia 22 de março, discutiu alguns pontos na estrutura hídrica brasileira que carecem de melhorias. A desigualdade na distribuição do recurso foi um deles, já que apenas metade dos 5.565 municípios pesquisados corresponde a 70% de todo consumo hídrico no país.
PANORAMA REGIONAL do Centro-Oeste:
A região requer investimentos de R$ 1,7 bilhão. O Distrito Federal, que abrange 30 regiões administrativas, e Goiás concentram o maior volume de investimentos, totalizando R$ 1,5 bilhão (85% dos recursos de toda a região). No Centro-Oeste predominam os investimentos na ampliação de sistemas produtores, representando 57% dos recursos (R$ 976,3 milhões para 161 municípios). Desse universo, R$ 55,4 milhões destinam-se a novos poços para 76 sedes urbanas concentradas, em grande parte, nos eixos centro-sul e leste do Mato Grosso do Sul e em todo o interior de Goiás.
Os demais R$ 920,9 milhões, associados a ampliações de sistemas abastecidos por mananciais superficiais, referem-se ao atendimento de 85 sedes localizadas, predominantemente, no norte de Mato Grosso e Goiás e na região metropolitana de Goiânia. Exatos 42% dos investimentos do Centro-Oeste vinculam-se à adoção de novos mananciais (R$ 713,4 milhões para 44 cidades), com destaque para os novos mananciais previstos para o Distrito Federal, incluindo os aproveitamentos no lago Paranoá e na barragem de Corumbá IV. Acesse aqui as informações sobre os estados do Centro-Oeste.
Comentários
Copyright © 2025 ecodesenvolvimento.org | Contate-nos - [email protected]