Autor:Pnuma
Mais da metade da população mundial vive nas cidades e já responde pelo consumo de 70% dos recursos disponíveis na natureza. O alerta consta no relatório intitulado A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade para Políticas Locais e Regionais (Teeb, na sigla em inglês).
Segundo o documento, com a estimativa de que a população do planeta supere 9,2 bilhões até 2050, a Terra terá 6 bilhões de habitantes, quase 90% da população atual, vivendo no espaço urbano. Diante desses dados, governos estaduais, prefeituras e comunidades precisam reconhecer o valor do capital natural (água, solo, biodiversidade). Os formuladores de políticas públicas têm razões de sobra para tentar encontrar, o mais rápido possível, soluções de combate à degradação dos ecossistemas e minimização da perda da biodiversidade.
Um dos objetivos do relatório é demonstrar que meio ambiente e economia não só podem, como devem, caminhar juntos nas políticas públicas. O relatório levanta, principalmente, a questão de valoração e impacto do uso e preservação dos recursos naturais.
O relatório destaca três aspectos para os quais as políticas públicas precisam estar voltadas: a distribuição dos benefícios da natureza, o uso do conhecimento científico disponível e o engajamento dos gestores e das comunidades envolvidas nas ações de preservação.
O objetivo do Teeb é reunir experiências, conhecimentos e habilidades em nível mundial nos campos da ciência, economia e política de modo a permitir ações concretas e eficientes em resposta ao visível impacto causado pelas crescentes perdas da diversidade biológica.
Coordenado pelo economista sênior e coordenador das iniciativas relacionadas à economia ambiental do Pnuma, Pavan Sukhdev, o Teeb foi lançado em resposta à proposta dos ministros de Meio Ambiente do G8+5 (Potsdam, Alemanha, 2007) para desenvolver uma análise global sobre o impacto econômico gerado pelas perdas da biodiversidade. O documento independente conta com apoio financeiro da Comissão Europeia, Alemanha, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia.