Vida e Saúde

09 de Abril de 2012






 

Prevenção e causas do câncer


Foto: Pink Sherbet Photography 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o termo risco é usado para definir a chance de uma pessoa sadia, exposta a determinados fatores, ambientais ou hereditários, adquirir uma doença. Esses fatores, associados ao aumento do risco de se desenvolver uma doença, são chamados fatores de risco. Por outro lado, há fatores que dão ao organismo a capacidade de se proteger contra determinada doença, daí serem chamados fatores de proteção. 

Ainda de acordo com o INCA, é importante enfatizar que o mesmo fator pode ser de risco para várias doenças, como o tabagismo, por exemplo, que é fator de risco para diversos cânceres e doenças cardiovasculares e respiratórias. Outro ponto ressaltado pelo instituto é o de que vários fatores de risco podem estar envolvidos na origem de uma mesma doença.

É frequente que múltiplas causas estejam ligadas à formação do câncer, e que sejam necessários muitos anos de exposição a determinados fatores para que as primeiras manifestações comecem a surgir.

Os fatores de risco podem ser encontrados no ambiente físico, ser herdados ou representar hábitos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural. Conheça alguns desses fatores: 

Tabaco


Foto: aquípongominick 

Diversos estudos já provaram a associação entre o uso do tabaco e o aumento da incidência de câncer. O cigarro possui cerca de 4.720 substâncias, sendo 60 delas potencialmente cancerígenas, podendo levar ao surgimento de cânceres como o de boca, laringe, traquéia, pulmão, esôfago, estômago, rins, bexiga, colo do útero, mama e leucemia mileóide aguda. 

De acordo com o INCA, 90% dos casos de câncer no pulmão são causados pelo tabagismo (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos), assim como 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).

O consumo de tabaco é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão, que é considerado um dos tipos da doença mais possíveis de ser evitada. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão.

Ao parar de fumar, o risco de ter essas doenças vai diminuindo gradativamente e o organismo do ex-fumante vai se restabelecendo. Ainda assim, o risco de ter câncer é, geralmente, mais baixo nas pessoas que nunca fumaram. 

Álcool 

Segundo o INCA, o alcoolismo está associado a 2% a 4% das mortes por câncer, além de estar ligado ao surgimento dos cânceres de fígado, reto, da cavidade bucal, de esôfago e, possivelmente, mama. O uso combinado de álcool e tabaco aumenta ainda mais o risco de câncer nestas e em outras localizações, como a faringe e a laringe supraglótica. 

De acordo com o instituto, o tipo da bebida é indiferente, já que o agente agressor é o etanol. Esta substância psicoativa tem a capacidade de produzir alteração no sistema nervoso central, podendo modificar o comportamento dos indivíduos que dela fazem uso. Por ter efeito prazeroso, induz à repetição e, assim, à dependência.

Além do câncer, outras doenças são causadas pelo uso contínuo do álcool, como doenças neurais, mentais, musculares, hepáticas e gástricas. Para evitar esses danos, o recomendado é que as pessoas que optarem por beber álcool o façam de forma limitada a dois drinques por dia para homens e menos de um para mulheres. Mulheres grávidas, crianças e adolescentes não devem ingerir bebida alcoólica. 

Hábitos Alimentares 

Muitos elementos da dieta alimentar têm sido relacionados com o processo de desenvolvimento de câncer, principalmente câncer de mama, de cólon (intestino grosso), de reto, de próstata, de esôfago e de estômago. 

O grande número de conservantes utilizados em alimentos enlatados possui um alto potencial cancerígeno. Já os defumados e churrascos são arriscados por ficarem impregnados por alcatrão, proveniente da fumaça do carvão. 


Foto: Luix_Silveira 

Os alimentos preservados em sal, como carne-de-sol, charque e peixes salgados, também estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de estômago em regiões onde o consumo é comum. 

A alimentação regular durante longos períodos de tempo dos alimentos impróprios costumam fornecer o tipo de ambiente propício para uma célula cancerosa crescer, se multiplicar e se disseminar. Por isso eles devem ser evitados ou ingeridos com moderação. Neste grupo estão incluídos os alimentos ricos em gorduras, tais como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, bacon, presunto e salsichas.

Segundo especialistas, uma dieta saudável deve conter alimentos ricos em fibra, vitaminas e minerais, que inclui pão, cereais integrais e cinco a nove porções de frutas e vegetais todos os dias. 

Vírus e bactérias

A presença de determinados vírus e bactérias pode ampliar o risco de desenvolver alguns tumores. Muitos deles são sexualmente transmissíveis, o que aumenta a necessidade do uso de preservativos durante o ato sexual. Além disso, manter hábitos de higiene, evitar locais fechados com aglomerações de pessoas e lavar as mãos constantemente podem ajudar a evitar o contágio.

Os vírus mais comuns são:

– Vírus do Papiloma humano (HPV): a infecção por HPV é a principal causa de câncer do colo do útero; pode, ainda, ser um fator de risco para outros tipos de tumores.

– Vírus da hepatite B e C: o câncer do fígado pode se desenvolver muitos anos depois da infecção com hepatite B ou hepatite C.

– Vírus dos linfomas T humanos (HTLV-1): a infecção por HTLV -1 aumenta o risco de desenvolver linfoma e leucemia.

– Vírus da imunodeficiência humana (HIV): o HIV é o vírus que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida). As pessoas que estão infectadas com o HIV têm maior risco de desenvolver câncer, tais como linfoma e um tipo de tumor raro, chamado Sarcoma de Kaposi.

– Vírus de Epstein-Barr (EBV): a infecção com EBV tem sido associada a um risco aumentado de linfoma.

– Vírus do Herpes Humano 8 (HHV8): este vírus é fator de risco para o Sarcoma de Kaposi .

– Helicobacter pylori: esta bactéria pode causar úlceras no estômago, assim como câncer do estômago e linfoma no revestimento do estômago.

Fatores Ocupacionais 

A falta de qualidade do ambiente de trabalho e a exposição a substâncias químicas podem ser fatores importantes no surgimento de determinados tipos de câncer. Os tipos provocados por exposições ocupacionais geralmente atinge regiões do corpo que estão em contato direto com as substâncias cancerígenas, seja durante a fase de absorção (pele, aparelho respiratório) ou de excreção (aparelho urinário), o que explica a maior frequência de câncer de pulmão, de pele e de bexiga nesse tipo de exposição. 

Algumas substâncias como o asbesto, encontrado em materiais como fibras de amianto ou cimento, as aminas aromáticas, usadas na produção de tintas e os agrotóxicos agem preferencialmente sobre a bexiga, enquanto os hidrocarbonetos aromáticos, encontrados na fuligem, parecem agir sobre as células da pele e sobre as vias respiratórias e pulmões. O benzeno, que pode ser encontrado como contaminante na produção de carvão, em indústrias siderúrgicas, e é usado como solvente de tintas e colas atinge principalmente a medula óssea, podendo provocar leucemia. 


Foto: Fernando Moital 

Por isso, profissionais como marceneiro, pintor, sapateiro, limpador de chaminé e pedreiros precisam ficar atentos e cobrar condições seguras de trabalho. Remoção da substância cancerígena do local de trabalho, controle da liberação de substâncias cancerígenas resultantes de processos industriais para a atmosfera, da exposição de cada trabalhador e o uso rigoroso dos equipamentos de proteção individual (máscaras e roupas especiais) são algumas das medidas preventivas. 

Garantir uma boa ventilação do local de trabalho, para se evitar o excesso de produtos químicos no ambiente, manter um o trabalho educativo, visando aumentar o conhecimento dos trabalhadores a respeito das substâncias com as quais trabalham, além dos riscos e cuidados que devem ser tomados ao se exporem a essas substâncias, e a realização de exames periódicos em todos os trabalhadores também são importantes. 

Radiação Solar

No Brasil, o câncer mais frequente é o de pele, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores diagnosticados em todas as regiões geográficas. A radiação ultra-violeta natural, proveniente do sol, é o seu maior agente etiológico.

A exposição prolongada e repetida ao sol, em especial aos raios ultravioletas, danifica algumas células da pele que se alteram e se transformam em células malignas. Estes raios são mais intensos no período entre 11 e 14 horas, quando o risco é maior. Os indivíduos de pele clara são mais sensíveis e, portanto, apresentam maior risco que os indivíduos de pele escura.

Por isso, evite exposição prolongada ao sol, entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar. Se você se expõe ao sol durante a jornada de trabalho, procure usar chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.

Atenção ao corpo

Além dos cuidados citados acima, é importante ficar atento a qualquer mudança no seu corpo. Caso note algo de diferente, procure um médico o quanto antes. Também é aconselhável que homens, entre 50 e 70 anos, perguntem ao seu médico sobre a necessidade de investigação do câncer da próstata. Os homens com histórico familiar de pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos devem realizar consulta médica para investigação da doença a partir dos 45 anos.

Já as mulheres com 40 anos ou mais devem realizar o exame clínico das mamas anualmente. Além disto, toda mulher, entre 50 e 69 anos, deve fazer uma mamografia a cada dois anos. As mulheres com caso de câncer de mama na família (mãe, irmã, filha etc, diagnosticados antes dos 50 anos), ou aquelas que tiverem câncer de ovário ou câncer em uma das mamas, em qualquer idade, devem realizar o exame clínico e mamografia, a partir dos 35 anos de idade, anualmente.

As mulheres com idade entre 25 e 64 anos devem realizar o preventivo ginecológico periodicamente. Após dois exames com resultado normal com intervalo de um ano, o preventivo pode ser feito a cada três anos. Para os exames alterados, deve-se seguir as orientações médicas.

O INCA também recomenda que mulheres e homens com 50 anos ou mais realizem exame de sangue oculto nas fezes, a cada ano (preferencialmente), ou a cada dois anos, e que todas as pessoas realizem a higiene oral (escovação) diariamente e consultem o dentista regularmente.

Faça sua doação!

Estamos precisando muito da sua ajuda e qualquer valor doado é de grande importância.

Você pode impedir que este trabalho importante de conscientização acabe, fazendo sua doação. Todos os recursos obtidos serão utilizados para a manutenção de nossas atividades. Vale lembrar que todo conteúdo é 100% gratuito e acessível a qualquer cidadão.

Clique aqui e saiba como fazer a sua doação!

Comentários

Deixe sua opinião sobre este assunto.



Dicas


 
Veja Mais Dicas
 

Guias


 
Veja Mais Guias
 


 

footer img
Abrasivo Digital

Contate-nos - [email protected]