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O estudo da OCDE apontou que o investimento por aluno é quatro vezes menor no Brasil que nos demais países que participaram da avaliação / Fotos: Sxc.hu
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o investimento que o Brasil faz por aluno da educação básica a cada ano é quatro vezes menor que o gasto de outros 30 países.
Apontando uma média de custo de US$ 1,5 mil por aluno brasileiro, o relatório divulgado na última terça-feira, 8 de setembro, apresenta em números a priorização da educação em países como Alemanha, Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Japão e Chile, que gastam em média US$ 6,4 mil.
Na chamada educação secundária, equivalente ao ensino médio, o gasto médio dos países da OCDE por estudante é de US$ 8 mil, cinco vezes o valor investido no Brasil.
O estudo também afirma que, nos países da OCDE, 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB) é o percentual médio investido em educação. Para a organização, “os gastos nas instituições de ensino como percentual em relação ao PIB mostram como um país prioriza a educação”, e também neste ponto, o Brasil ficou atrás e, em 2006, investiu 4,9% do PIB para cobrir todas as etapas de ensino.
Segundo dados do estudo, a conclusão do ensino superior aumenta em 100% a renda dos trabalhadores no Brasil, contra 50% nos demais países.
Empregos contra a crise
De acordo com o estudo, a educação é critério básico para a superação da crise econômica e o investimento no ensino deve ser a prioridade de governos. Com um maior nível educacional, seria possível a qualificação profissional e conseqüente aumento de ativos na sociedade.
Um ponto em destaque no relatório, é que na maioria dos 30 países-membros da OCDE, a conclusão do ensino superior aumenta em 50% a renda dos trabalhadores e no Brasil, os ganhos excedem 100%, aumentando as possibilidades para quem conclui o ensino.
Apesar disso o relatório aponta que apenas 10% da população jovem brasileira (entre 25 e 34 anos) terminou o ensino superior, ao contrário dos outros países avaliados, onde uma média de 34% de jovens concluiu a etapa.
O ponto positivo é que apesar dos números abaixo da média, o Brasil tem se preocupado em correr para aumentar seus investimentos nesta importante etapa social. De 2000 a 2006, o investimento em educação nos países da OCDE, combinando todos os níveis de ensino, aumentou, em média, 23%, já no Brasil, durante esse mesmo período, os gastos elevaram em 57%.
*Com informações da Agência Brasil
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