ISO 26000: Estimule práticas anticorrupção
Definida como abuso do poder recebido para a obtenção de vantagem pessoal, a corrupção ...
Funcionárias da Fazenda Malunga, no DF, beneficiam alimentos orgânicos que, depois de embalados, vão para as prateleiras dos supermercados/Foto: Valter Campanato
A certificação obrigatória dos produtos orgânicos, que entra em vigor nesta segunda-feira, 28 de dezembro, vai além de seu objetivo inicial – a regulamentação do mercado, inclusive com os mecanismos de controle a cargo do Estado.
Para os envolvidos no processo é preciso também derrubar mitos, dos quais o principal é a crença generalizada de que os produtos orgânicos são muito mais caros do que os convencionais.
Apesar da crescente demanda, a agricultura orgânica ainda ocupa pouco espaço nas 5,2 milhões de propriedades rurais do país. Dados do Censo Agropecuário 2006, divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que apenas 1,8% do total de produtores usam tal técnica.
Os ramos mais frequentes são a pecuária e criação de outros animais (41,7%) e a produção de lavouras temporárias (33,5%). A maior parte dos produtos, no entanto, é voltada à exportação (60%), especialmente para o Japão, os Estados Unidos e a União Europeia.
A preocupação com a saúde e o meio ambiente é um dos fatores que explicam o aumento da procura por alimentos orgânicos em todo o mundo. Na produção orgânica, não podem ser usados agrotóxicos, adubos químicos e sementes transgênicas, e os animais devem ser criados sem uso de hormônios de crescimento e outras drogas, como antibióticos.
Além de produzir alimentos considerados mais saudáveis, na agricultura orgânica, o solo se mantém fértil e sem risco de contaminação. Os agricultores também ficam menos expostos, já que a aplicação de agrotóxicos, sem os devidos cuidados, é nociva à saúde.
Para controlar esse modo de produção, ainda com carência de dados sobre a quantidade de produtores e a área ocupada e de políticas públicas para seu desenvolvimento, o governo federal criou o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (Sisorg), com um selo que, a partir de 2010, deverá estar em todos os produtos orgânicos brasileiros. A exceção é para aqueles vendidos diretamente por agricultores familiares.
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