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Vida e Saúde

01 de Setembro de 2010

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Falta de acesso a saneamento causou 308,8 internações a cada 100 mil habitantes em 2008

 
Abastecimento de água deficiente e falta de esgoto estão entre os fatores que provocam doenças/Foto: Fernanda Mafra/Foto: Prefeitura de Olinda

Fatores relacionados ao abastecimento de água deficiente, falta de esgoto, contaminação por resíduos ou condições precárias de moradia foram responsáveis por 308,8 internações a cada grupo de 100 mil habitantes em 2008, em razão de doenças como diarreia, hepatites e verminoses.

Os dados são dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS): Brasil 2010, divulgados nesta quarta-feira, 1º de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O documento também relaciona tais doenças à falta de moradia adequada no país. Até 2008, cerca de 40% dos domicílios (25 milhões) eram considerados inadequados pelo levantamento.

"Concluímos que, em geral, nas unidades da Federação com os maiores números de internações, o acesso aos serviços de saneamento é menor e vice-versa", destaca a publicação, além de reforçar a necessidade de ampliação de serviços de água encanada e esgoto.

Segundo a pesquisa, o número de doentes oscilou nos últimos dez anos. Em 1998, a taxa foi de 348,2 até chegar ao pico de 371,1 por 100 mil, em 2002. As doenças de transmissão feco-oral (diarreias, hepatite A e febres entéricas) lideram a lista e correspondem a 80% das internações.

Entre as regiões, os números são díspares e refletem desigualdades socioeconômicas. A taxa de internação por doenças referentes à pobreza na região Sudeste era cinco vezes menor do que no Norte, onde as internações por 100 mil foram de 900 pacientes no Piauí e no Pará, em 2008, enquanto em São Paulo elas não passaram de 80. No Maranhão, em Rondônia e na Paraíba, a taxa foi de 600 por 100 mil.

No grupo das doenças classificadas como decorrentes da falta de saneamento ambiental, predominam, na região Norte, as maiores taxas de internação provocadas por inseto vetor como a dengue, febre amarela e malária. Nesses lugares, a pesquisa destaca o desmatamento como fator de risco.

"O desflorestamento e as condições sanitárias inadequadas de parte da população, aliados ao alto índice pluviométrico e à extensão da rede de drenagem, estão entre os fatores que favorecem a transmissão dessas doenças", ressalta o documento.

O maior número de internações por inseto vetor no Norte se deve, em geral, à ocorrência da febre amarela e malária. Segundo o Ministério da Saúde, 99,5% dos casos de malária são registrados na Amazônia Legal, área que envolve nove estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e grande parte do Maranhão e Mato Grosso.

Com informações da Agência Brasil

  • Conheça os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2010 na íntegra (em PDF)

 

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