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Mudanças Climáticas

14 de Outubro de 2010

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IPCC aprova reformas, mas Pachauri segue no cargo

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Indiano Rajendra Pachauri rejeitou as sugestões para que renunciasse do cargo/Foto: European Parliament

Os representantes do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) concordaram nesta quinta-feira, 14 de outubro, mudar as atuais metodologias adotadas como reação aos erros apontados no relatório publicado em 2007, informou a Reuters. No entanto, o presidente do órgão, Rajendra Pachauri, descartou as sugestões para que renunciasse.

Em uma reunião realizada na Coreia do Sul, o comitê de 130 países concordou em reforçar a checagem dos fatos que entram em seus relatórios, elaborados para ajudar na condução das políticas climáticas e energéticas do mundo, além de estabelecer uma "força-tarefa" para definir reformas ainda mais amplas.

"Mudança e aperfeiçoamento são vitais para o IPCC", destacou Pachauri. A credibilidade do painel, que dividiu o Prêmio Nobel de 2007 com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, sofreu um abalo depois que erros no relatório de três anos atrás foram registrados, como por exemplo a previsão de que o aquecimento global poderia extinguir as geleiras do Himalaia até 2035.

O Conselho Intercadêmico das Nações Unidas (IAC), do qual faz parte o físico brasileiro Carlos Henrique de Brito Cruz, pediu em 30 de agosto "reformas fundamentais" no gerenciamento do IPCC, além de sugerir que os líderes do comitê deveriam ter um mandato único de seis anos, sem reeleição. Pachauri, que foi reeleito em 2008, informou que o limite valerá, se adotado, apenas para futuros presidentes. "Tenho toda a intenção de continuar até completar a missão que aceitei", reforçou o indiano.

Pachauri rejeitou a ideia de o IPCC passe a publicar relatórios em intervalos menores - o próximo documento deve ser divulgado em 2014. "O conhecimento avança rapidamente, mas não tão rápido a ponto de permitir a produção de relatórios com maior frequência", alegou.

Ele também adiantou que o próximo relatório lançará um olhar mais atento para questões como a geoengenharia, que engloba propostas de manipulação deliberada do ambiente para reduzir o aquecimento global, a exemplo do uso de espelhos no espaço para refletir a luz solar.

O IPCC adotou novas normas para aperfeiçoar a checagem dos dados, bem como regras para a correção de erros e para administrar material que não tenha seguido o protocolo científico de revisão pelos pares.

A força-tarefa analisará questões como o gerenciamento do secretariado do IPCC, baseado em Genebra, e que tem orçamento de US$ 5 milhões anuais. Entre as recomendações do IAC estão a indicação de um secretário executivo e de mais funcionários para cuidar da comunicação.

Especialistas buscam novas formas de desacelerar o aquecimento global, depois que a 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP15), realizada em dezembro de 2009, fracassou ao deixar de produzir um acordo internacional com força de lei para cortar as emissões de gases de efeito estufa. Os representantes de governos signatários da ONU terão uma nova chance entre 29 de novembro e 10 de dezembro, quando Cancún (México) sediará a COP16.

Com informações da Reuters

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