ISO 26000: Promova princípios ambientais na organização
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Transporte público é um dos temas abordados pelo boletim do Ipea/Foto: Milton Jung CBNSP
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou na terça-feira, 6 de abril, a terceira edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental, que busca mostrar a necessidade de integração dessas áreas rumo a um desenvolvimento de longo prazo.
Composto por 14 artigos de especialistas de diversas áreas, o boletim semestral traz pesquisas, debates e opiniões sobre temas que vão desde políticas públicas à biocombustíveis, de transporte público à mercado de carbono, além de passar pelo fenômeno da fragmentação produtiva.
Com a meta de demonstrar preocupação com os elevados índices de desigualdade entre as regiões brasileiras, o boletim é uma produção da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Ipea.
Conclusões
Segundo o estudo do Ipea, somente a reciclagem do plástico é capaz de reduzir em dois terços o custo original de produção do insumo: de R$ 1.790 para R$ 626 por tonelada. O boletim aponta que os ganhos econômicos, ambientais e climáticos do Brasil com a reciclagem de aço, alumínio, celulose, plástico e vidro estão próximos de R$ 2,5 bilhões.
O trabalho também defende que o futuro dos biocombustíveis está nas mãos do setor agrícola e dos adeptos do uso de energias renováveis. De acordo com o boletim, a diversidade de matérias-primas renováveis e o aproveitamento de resíduos para a produção de biocombustíveis, com as novas tecnologias que vem sendo desenvolvidas, fazem com que o futuro desta fonte de energia renovável esteja garantido.
Transporte público
Outro ponto analisado pelo estudo do Ipea foi o transporte público de ônibus urbano. Segundo o boletim houve uma trajetória de queda da capacidade de pagamento da tarifa por parte da população entre 1995 e 2003, devido à conjugação de dois fatores nesse período: o aumento acima da inflação do preço e a queda do poder de compra.
No entanto, a partir de 2004, a constatação do estudo é a de que mesmo em um ambiente de contínuo aumento do preço das tarifas acima da inflação (últimos seis anos), houve no Brasil uma ligeira recuperação da demanda por transporte público nas principais Regiões Metropolitanas do
país, que se deve, entre outros fatores, ao aumento de renda da população verificado nesse
período.
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