Os problemas que o Brasil tem enfrentado com a exportação dos minérios nacionais tem sido uma pedra no sapato do Ministério de Minas e Energia. Recentemente, o governo federal e a sociedade civil discutiram as barreiras tarifárias que impedem as exportações dos bens minerais no 44º Congresso Brasileiro de Geologia. O encontro contou com a participação de Claudio Scliar, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Miguel Amuro, diretor-nacional de Mineração e Geologia do Uruguai e de autoridades representantes do setor de mineração.
“Sempre que houver barreiras a determinados bens materiais, devem ser explicitadas quais são as razões dessas barreiras, que prejudicam a importação de nossos minérios”, defendeu Scliar. Atualmente, os granitos ornamentais e as ardósias tem encontrado dificuldades nos mercados dos Estados Unidos e da Europa, enquanto a crisotila enfrenta obstáculos no comércio mundial. Segundo Scliar, esses metais têm esbarrado numa legislação extremamente restritiva nos países europeus. “O que se percebe é que são barreiras não-alfandegárias para privilegiar produtos fabricados nos países ricos”, complementou.
Além das discussões em torno das dificuldades que os minérios brasileiros têm encontrado ao redor do mundo, o congresso definiu que um laboratório para análises dos níveis de radônio nas rochas brasileiras será implantado em Cachoeiro do Itapemirim-ES, futuramente. A iniciativa do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) contou com a supervisão do Instituto de Radiometria e Dosimetria (RD).
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