Objetivo é fazer com que a C&T fiquem mais próximas do dia a dia das pessoas/Foto: RinzeWild
O Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de Ciência e Tecnologia (C&T) quer popularizar o conhecimento científico para que ele faça parte do dia a dia das cidades. A diretriz foi traçada durante a 55ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), realizada na quinta-feira, 20 de agosto, no Rio de Janeiro. O objetivo é promover a desmistificação sobre o tema, conforme destacou Edna Antonelli, vice-presidente do fórum, em entrevista à Agência Brasil.
“Porque ciência e tecnologia ficam muito como se fossem hi-tech, uma coisa que está muito distante do dia a dia. E não é isso. O que a gente quer mostrar para os municípios é que a ciência está no nosso cotidiano e a gente tem que quebrar esse paradigma”, afirmou. Edna lembrou que C&T podem ser aplicadas na saúde, na educação, nos mecanismos tecnológicos da informação e acrescentou que essas áreas do conhecimento estão ligadas ao desenvolvimento econômico e à inclusão social.
Ela destacou, ainda, a necessidade de que o próprio poder público perceba essa realidade e entenda que ciência e a tecnologia podem ser compartilhadas por todas as secretarias de âmbito municipal. “Isso é muito importante”, reforçou. A parceria firmada pelo fórum com o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Frente Nacional de Prefeitos permite a realização de cursos em várias cidades, ao divulgar, entre os gestores, o que já vem sendo feito na área de C&T, além das escolas, como incubadoras de empresas e centros de tecnologia.
Edna citou as cooperativas de artesanato como exemplo da presença da ciência entre o povo. “Muitas vezes, essas iniciativas são desconhecidas na própria região”, afirmou. Os próximos seminários para formação de gestores públicos em C&T, cujos projetos serão, posteriormente, levados ao ministério, serão realizados em Recife, Fortaleza e São Luís. Para atender a uma solicitação do ministério, o fórum vai concentrar os cursos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há mais dificuldade em se trabalhar ciência e tecnologia.
Tecnologias sociais
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), já fez, este ano, três chamadas públicas visando ao desenvolvimento de tecnologias sociais no Brasil. A meta é promover as tecnologias sociais de inclusão digital (valor de R$ 30 milhões); o desenvolvimento de tecnologia nas áreas de saneamento e habitação de interesse social (R$ 35 milhões); e incubadoras de cooperativas de empreendimentos populares.
"Essas chamadas públicas já estão na rua”, informou Marco Teles, superintendente de Tecnologias para o Desenvolvimento Social da Finep. Ele participou da reunião do Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de Ciência e Tecnologia, realizada durante a 55ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, no Rio de Janeiro.
A Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secsis) e a Superintendência de Tecnologias para o Desenvolvimento Social da Finep trabalham em conjunto, a fim de desenvolverem ações de tecnologias sociais, inclusão digital e economia solidária. “Buscando pegar o insumo da ciência e tecnologia e aplicá-lo ao social. É nessa linha a atuação da gente”, explicou Marco Teles.
Como exemplos, ele citou ações na área de segurança alimentar e nutricional, inclusão digital e economia solidária. A Finep apoia projetos com esses temas, desenvolvidos, em sua grande maioria, por institutos de pesquisa, universidades, organizações não governamentais e setor público. O número de projetos a serem apoiados é ilimitado. Somando a Finep e a Secsis, os recursos disponíveis para a área de tecnologia social este ano atingem cerca de R$ 100 milhões.
Na reunião do Fórum Nacional de Secretários Municipais de Ciência e Tecnologia, o superintendente da Finep abordou o Plano de Ações do MCT para o Desenvolvimento Social no período 2007/2010. Chamado de PAC da Ciência e Tecnologia, o plano estima que os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação equivalerão, até 2010, a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país. Em 2006, esse índice era de 1,02%.
Faça sua doação!
Estamos precisando muito da sua ajuda e qualquer valor doado é de grande importância.
Você pode impedir que este trabalho importante de conscientização acabe, fazendo sua doação. Todos os recursos obtidos serão utilizados para a manutenção de nossas atividades. Vale lembrar que todo conteúdo é 100% gratuito e acessível a qualquer cidadão.
Clique aqui e saiba como fazer a sua doação!
Comentários