Japão pede ajuda aos Estados Unidos para resfriar reatores nucleares em Fukushima
Usina nuclear de Fukushima foi assolada pelo terremoto do dia 11 de março/Foto: daveeza
O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, afirmou na quinta-feira, 31 de março, que o complexo nuclear de Fukushima Daichi será desativado. O anúncio foi feito pelo secretário do Partido Comunista japonês, Kazuo Shii, após uma reunião com Kan, segundo a agência Kyodo.
A Tokyo Electric Power (Tepco), empresa que administra a usina, já havia indicado na última quarta-feira (30), que poderia fechar os quatro principais reatores (1, 2, 3 e 4) de Fukushima. Segundo a Tepco, o fechamento dos reatores é inevitável devido os graves danos sofridos após o terremoto do dia 11 de março. Tal operação, no entanto, só seria feita após a finalização dos trabalhos de resfriamento dos reatores, o que pode levar meses.
Naoto Kan adiantou também que pode rever os planos que preveem a construção de mais 14 usinas nucleares até 2030. O temor de contaminação pela radiação ainda é muito grande no local. Os níveis de radiação registrados na água do mar de Fukushima continuam em elevação e atingiram, segundo as medições desta quinta-feira, o recorde de 4.385 vezes o limite legal.
A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) informou que a radiação medida em Iitate, a 40 km da central de Fukushima, superam os níveis recomendados. O local está fora da zona de exclusão atualmente em vigor, que compreende um raio de 20 km.
Com informações do Estadão.com
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