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Consumo Consciente

18 de Julho de 2012

 

Pequenas mudanças de consumo podem melhorar quadro do sistema alimentar mundial

 
O documento apoia os agricultores familiares. Foto: Fora do Eixo

A organização não governamental Oxfam apontou que pequenas mudanças no consumo dos alimentos, como reduzir o desperdício, comprar produtos da estação e cozinhar de forma eficiente, podem diminuir os impactos no atual sistema alimentar global. A afirmação faz parte de um estudo realizado pela ONG, divulgado na quarta-feira, 18 de julho.

A pesquisa, que ouviu mulheres de seis países (Brasil, Filipinas, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos), propõe novas maneiras de se consumir alimentos com base em princípios que incluem também o apoio a agricultores familiares.

Reduzir o consumo de carne e de derivados do leite também é uma alternativa indicada pelo documento, em razão da frequente prática da pecuária extensiva (criação de bovinos em grandes terrenos, mas com baixa produção). “Nossa ideia é empoderar as mulheres consumidoras como autoras das mudanças nos padrões de consumo e de desperdício”, explicou Muriel Saragoussi, coordenadora da campanha Cresça, da Oxfam no Brasil.

Muriel lembrou que um terço dos alimentos produzidos no mundo vai parar no lixo, enquanto cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome no planeta. Um dos exemplos citados no estudo trata do consumo de maçãs – cerca de 5,3 bilhões de unidades estragam todos os anos apenas nos seis países onde as entrevistas foram realizadas.

Brasil da agricultura familiar

O Brasil aparece no levantamento como um país onde 70% dos alimentos consumidos são provenientes da agricultura familiar. “É dela que vem o alimento que está na sua mesa e na minha mesa, mas eu preciso saber como isso é feito e me importar em apoiar os agricultores familiares”, destacou a coordenadora. Segundo Muriel, um alimento orgânico vendido em supermercados brasileiros chega a ser até 400% mais caro em relação aos comercializados em feiras de produtores.

“No Brasil, as mulheres parecem bastante conscientes e desejosas de aumentar sua capacidade de poder escolher. Elas querem saber como economizar, como comprar no comércio justo e buscam informações”, avaliou Muriel. Entre as entrevistadas, 57% das brasileiras declararam que se chateiam quando jogam alimento fora, contra 39% no Reino Unido, por exemplo.

Com informações da Agência Brasil.

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