EcoDesenvolvimento – Sustentabilidade, Meio Ambiente, Economia, Sociedade e Mudanças Climáticas. http://www.ecodesenvolvimento.org.br daily 1 2018-11-30T12:24:00Z http://www.ecodesenvolvimento.org.br/favicon.ico Chesf inicia estudo com painéis solares em reservatório de Sobradinho http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2018/posts/chesf-inicia-estudo-com-paineis-solares-em 49467686a001f397c759e70f90c1caf3 Além dos múltiplus usos já tradicionais, como abastecimento urbano, geração hidrelétrica, irrigação, navegação, lazer e piscicultura, as águas verdes do Rio São Francisco agora também abrigam uma Usina Solar Fotovoltaica Flutuante, que transforma a luz solar em energia elétrica. A planta piloto de painéis solares foi instalada pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) no reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, e deve entrar em operação em dezembro.
Esse sistema de geração concentrada de energia fotovoltaica em usinas utilizando a área de reservatórios é pioneiro no Brasil
Fotos: Saulo Cruz/MME

Além dos múltiplus usos já tradicionais, como abastecimento urbano, geração hidrelétrica, irrigação, navegação, lazer e piscicultura, as águas verdes do Rio São Francisco agora também abrigam uma Usina Solar Fotovoltaica Flutuante, que transforma a luz solar em energia elétrica. A planta piloto de painéis solares foi instalada pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) no reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, e deve entrar em operação em dezembro.

Esse sistema de geração concentrada de energia fotovoltaica em usinas utilizando a área de reservatórios é pioneiro no Brasil. Até então, ele só havia sido instalado no solo. Segundo a Chesf, o objetivo é avaliar a viabilidade técnica, econômica e ambiental do projeto para que ele possa participar de leilões de venda de energia e ser reproduzido em outros reservatórios ou até mesmo em rios.

“Isso pode ser muito bem replicado em lugares onde o Brasil é rico em rios, na Amazônia e regiões do Centro-Oeste, por exemplo. Estamos criando uma oportunidade”, explicou o gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Chesf, José Bione, contando que, quando o projeto estiver concluído, a usina flutuante terá capacidade de abastecer 20 mil casas populares.

Os técnicos envolvidos no projeto da Chesf vão estudar a eficiência da tecnologia fotovoltaica resfriada naturalmente pela água e pelo vento, já que as placas instaladas em terra perdem eficiência sob forte calor

A plataforma flutuante já instalada em Sobradinho tem 7,3 mil módulos de placas solares, área total de 10 mil metros quadrados e capacidade de gerar 1 megawatt-pico (MWp). Outros 4 MWp deverão ser instalados em 2019. Quando o projeto estiver concluído, com 5MWp, a usina flutuante deverá contar com 35 mil módulos e 50 mil metros quadrados de área sobre o reservatório de Sobradinho. O investimento total da Chesf é R$ 56 milhões.

Para comparação, o reservatório de Sobradinho tem uma superfície de espelho d’água de 4,2 mil quilômetros quadrados, com uma usina capaz de gerar 1,05 mil MW. Mas, atualmente, por causa da baixa vazão, a usina está gerando em torno de 180 MW.

Energia limpa e mais barata
Na quarta-feira (28), o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, visitou a usina flutuante e disse que o modelo centralizado do setor energético brasileiro precisa ser repensado pois não beneficia o consumidor. Ele defendeu a diversificação da matriz energética, aproveitando as potencialidades de cada região. “No Nordeste, por exemplo, temos que criar um modelo que permita que o vento e sol, que são fontes de energia mais barata, possam beneficiar os consumidores”, disse, explicando que no Centro-Oeste, por exemplo, o biocombustível é muito mais barato que outras áreas.

Para o ministro, havendo viabilidade, é preciso criar condições para que o potencial produtivo da fonte de energia fotovoltaica possa ser desenvolvido no país, com equipamentos produzidos no Brasil e a custos mais baratos. “Para que o produto final não imponha ao consumidor brasileiro continuar pagando a energia mais cara do mundo”.

Ele alertou ainda que, com a previsão de crescimento da economia em 2,5%, logo o país terá dificuldades por falta de energia. “Se não tivéssemos tido a maior crise econômica da nossa história, nós teríamos tido o maior apagão da nossa história”, explicou. “Estamos aqui buscando abrir a mentalidade, os hábitos, a cultura do setor elétrico brasileiro para conviver com inovação. Não dá para se repetir os mesmos métodos, ter os mesmos modelos que têm gerado uma das energias mais caras do mundo”.

Estudos em andamento
Os técnicos envolvidos no projeto da Chesf vão estudar a eficiência da tecnologia fotovoltaica resfriada naturalmente pela água e pelo vento, já que as placas instaladas em terra perdem eficiência sob forte calor. Os impactos ambientais também são objetos de estudo. “A planta de 1 MWp aparentemente não faria interferência, mas se ampliarmos para usinas de 30 MWp ou 100 MWp é preciso ver o comportamento da fauna aquática”, explicou Bione.


A plataforma é fixada ao fundo do reservatório por cabos, com material próprio para suportar o peso das placas e dos trabalhadores

Os estudos dos sistemas de ancoragem, conexão e conversão de energia também são pioneiros. A plataforma é fixada ao fundo do lago por cabos, com material próprio para suportar o peso das placas e dos trabalhadores que atuam na construção e manutenção, mas será preciso analisar seu comportamento em água corrente e com a movimentação da barragem.

Para entrar em funcionamento, ainda serão instalados contêineres de conversão da energia em corrente contínua, produzida pela plataforma, para energia em corrente alternada, própria para ser enviada às linhas de transmissão da usina hidrelétrica. De acordo com Bione, esta é outra vantagem da instalação de usinas fotovoltaicas nesses reservatórios, já que elas aproveitam as infraestruturas de transmissão, reduzindo, inclusive, as perdas de energias.

Além da usina flutuante, a Chesf desenvolve outros projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na Região Nordeste, com foco no avanço dos estudos de tecnologias em geração solar e em outros projetos de inovação. Eles estão centralizados no Centro de Referência em Energia Solar de Petrolina (Cresp) e somam cerca de R$ 200 milhões.

De acordo com especialista em engenharia elétrica e professor da Universidade de Brasília, Rafael Shayani, a previsão é que até 2050, com o crescimento do país, o consumo de energia triplique. Ele avaliou que projetos como o de Sobradinho são positivos já que não causam impacto ambiental adicional. “Quando você produz energia com uma fonte solar você tá postergando a construção de uma nova hidrelétrica e evitando que uma termelétrica, que queima combustível fóssil e emite gás efeito estufa, seja ligada”, argumentou.

Instalação em residências
De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apesar de crescente, a geração concentrada em usinas de energia fotovoltaica representa apenas 1% da matriz energética brasileira, com pouco mais de 2,2 mil empreendimentos em operação. Por outro lado, a geração distribuída, diretamente nos telhados das residências e empresas, vem se popularizando. A própria sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, também já tem seu sistema próprio de energia solar fotovoltaica.

O professor Rafael Shayani, contou que a Alemanha já utiliza a tecnologia há mais de 20 anos e que, com a entrada da China no mercado, tanto produzindo, quanto consumindo energia fotovoltaica, os preços dos equipamentos caíram muitos nos últimos anos. “Só nos últimos três anos, o preço caiu para praticamente a metade”.

Segundo ele, cerca de 40 mil residências no país já possuem esse sistema instalado em seus telhados. Desde 2012, a Aneel permite a instalação individual dos equipamentos, desde que autorizados e fiscalizados pela distribuidora de energia da região. “É como se o relógio andasse para trás”, explicou o professor. O consumidor gera e utiliza sua própria energia durante o dia e o excedente entrega para a distribuidora. À noite, pega essa energia de volta. Com isso, há uma compensação na conta no fim do mês.

“Então, se você fizer um investimento em energia solar, você instala na sua casa, gera energia limpa, não paga mais conta de energia e tem um lucro no final das contas”, disse, explicando que para o consumo médio de uma família, o investimento para compra e instalação dos equipamentos é de cerca de R$ 12 mil. O retorno financeiro desse sistema vai variar de cinco a dez anos, com o uso de um equipamento que tem 25 anos de vida útil em média.

(Por Andréia Verdélio, da Agência Brasil)

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2018-11-30T14:24:00Z
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/favicon.ico 29 de novembro: Dia nacional e internacional da onça-pintada http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2018/posts/29-de-novembro-dia-nacional-e-internacional-da 2b5a4b1cbb7e8a03293efd0df81d9195 A onça-pintada é o maior carnívoro da América Latina. No entanto, 50% de seu habitat original já foi perdido e as populações da espécie estão em declínio.  
A conservação bem-sucedida da onça-pintada mantém florestas, carbono, biodiversidade, bacias hidrográficas e patrimônio nacional e cultural equilibrados
Foto: Antonio Thomás/Flickr(cc)

A criação do Dia Internacional da Onça-Pintada foi anunciada na COP-14 da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Comemorado anualmente em 29 de novembro, este dia aumentará a conscientização sobre as ameaças enfrentadas pela espécie, esforços de conservação e o papel da onça como uma espécie-chave cuja presença é o principal indicador de um ecossistema saudável, ou seja, é a base para um futuro sustentável tanto para a vida selvagem quanto para as pessoas.

O anúncio foi feito durante a apresentação do Plano de Conservação Onça-Pintada 2030 para as Américas que será apresentado oficialmente no Brasil, durante o lançamento da data nacional, nesta quinta-feira 29 de novembro, às 18h30, no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, uma das regiões prioritárias na conservação da espécie.

Conservar a onça-pintada transcende a intenção de preservar uma única espécie. A conservação bem-sucedida da onça-pintada mantém florestas, carbono, biodiversidade, bacias hidrográficas e patrimônio nacional e cultural equilibrados. O Plano de Conservação Onça-Pintada 2030 para as Américas envolve o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), WWF, Wildlife Conservation Society (WCS), Panthera e 14 países.

O Brasil é o país com maior população de onças-pintadas no mundo

Segundo o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, o Brasil está totalmente comprometido em proteger a onça-pintada. "Queremos aumentar a conscientização pública e promover ações integradas, e também estabelecemos o Dia Nacional da Onça-Pintada, que será comemorado também em 29 de novembro", comentou o ministro.

O Brasil é o país com maior população de onças-pintadas no mundo. Porém, na Mata Atlântica, é onde a espécie corre maior risco extinção.

"Por um lado, temos a maior população e por outro temos também a maior ameaça para a onça-pintada que é a perda de habitat natural. Se nada mudar em pouco tempo a espécie estará completamente extinta na Mata Atlântica. Essa dualidade faz o Brasil ter papel de extrema importância para a preservação das onças e de toda a biodiversidade na América Latina", afirma Felipe Feliciani, analista de conservação do WWF-Brasil.

A onça-pintada é o maior carnívoro da América Latina. No entanto, 50% de seu habitat original foi perdido e as populações da espécie estão em declínio devido à caça ilegal e a perda do habitat. Devido a esse declínio, ela foi extinta em El Salvador e no Uruguai.

Sobre a COP-14
A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) foi aberta para assinatura na Cúpula da Terra no Rio de Janeiro em 5 de junho de 1992 e entrou em vigor em 29 de dezembro de 1993. A CDB tem três objetivos principais: a conservação da diversidade biológica (ou biodiversidade); o uso sustentável de seus componentes; e a partilha justa e equitativa dos benefícios decorrentes dos recursos genéticos. Seu objetivo é desenvolver estratégias nacionais para a conservação e uso sustentável da diversidade biológica. Muitas vezes, é visto como o documento chave em relação ao desenvolvimento sustentável. Para mais informações, visite: http://www.cbd.int/

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2018-11-29T18:36:39Z
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/favicon.ico Países precisam “triplicar esforços” para conter aumento de temperatura a 2 ºC http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2018/posts/paises-precisam-201ctriplicar-esforcos201d-para 92a5384c61ce08325830c2a5f9843abd ONU declara que ainda é possível cumprir objetivo, mas que possibilidade de limitar aumento a 1,5 °C está sendo reduzida. As emissões de CO2 subiram no ano passado após três anos de estabilização. energiaeolica-ecod.jpg
Países como a Romênia estão buscando fontes de energia amigas do ambiente
Foto: Banco Mundial/Jutta Benzenberg

As emissões globais estão aumentando e os compromissos dos países são insuficientes para atingir os objetivos, mas o entusiasmo crescente do setor privado e o potencial da inovação oferecem novos caminhos.

As conclusões fazem parte do Relatório de Emissões de 2018, apresentado na terça-feira, 27 de novembro, em Paris, pela ONU Meio Ambiente.

O principal documento das Nações Unidas sobre este tema apresenta todos os anos um relatório sobre a lacuna de emissões, a diferença entre os níveis previstos em 2030 e os valores necessários para atingir as metas de 2 °C e 1,5°C.

Os autores afirmam que apenas 57 países, que representam 60% das emissões globais, estão no caminho certo

Segundo a pesquisa, as emissões globais atingiram níveis históricos e ainda não refletem sinais de pico, o momento em que as emissões param de aumentar e começam a diminuir.

Os autores afirmam que apenas 57 países, que representam 60% das emissões globais, estão no caminho certo. Conjugados, o aumento das emissões e o atraso nas ações significa que o défice deste ano é maior do que nunca.

A análise “deixa claro que o atual ritmo de ação nacional é insuficiente para atingir as metas do Acordo de Paris.” Os autores concluem que as nações devem triplicar os esforços para atingir os 2 °C, e multiplicar cinco vezes para atingir 1,5 °C.

Aviso
A vice-diretora executiva da ONU Meio Ambiente, Joyce Msuya, disse que se o relatório do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas, IPCC, “representou um alarme de incêndio global, este relatório é a investigação desse incêndio."

Segundo Msuya, “a ciência é clara e, apesar de toda a ambiciosa ação climática que tem sido observada, os governos precisam agir com mais rapidez e urgência.” Ela acredita que o mundo alimenta esse fogo enquanto os meios para extingui-lo estão ao alcance.

Uma continuação das tendências atuais deve resultar em um aquecimento global de cerca de 3 °C até o final do século, com a contínua elevação da temperatura depois desse ano.

Apesar de explicar que ainda existe um caminho para manter o aquecimento global abaixo de 2 °C, o relatório afirma que “o tipo de ação drástica e de grande escala necessária urgentemente ainda não foi visto.”

Se todos os subsídios aos combustíveis fósseis fossem eliminados, as emissões globais de carbono poderiam ser reduzidas em até 10% até 2030

O relatório oferece um roteiro sobre o tipo de ação transformadora que é necessária, dizendo que tem de envolver governos municipais, estaduais e regionais, empresas, investidores, instituições de ensino superior e organizações da sociedade civil.

Segundo a pesquisa, esses atores não-estatais “estão cada vez mais comprometidos com uma ação climática ousada” e “são cada vez mais reconhecidos como um elemento-chave para alcançar as metas globais de emissões.”

Taxas
Também é sugerida uma política fiscal diferente. O cientista-chefe da ONU Meio Ambiente, Jian Liu, explicou que "quando os governos adotam medidas de política fiscal para subsidiar alternativas de baixa emissão e tributar combustíveis fósseis podem estimular os investimentos certos no setor energético e reduzir significativamente as emissões de carbono."

Segundo o especialista, o potencial de usar a política fiscal como um incentivo é cada vez mais reconhecido, com 51 iniciativas de taxas de carbono agora em vigor ou programadas, cobrindo cerca de 15% das emissões globais.

O relatório calcula que, se todos os subsídios aos combustíveis fósseis fossem eliminados, as emissões globais de carbono poderiam ser reduzidas em até 10% até 2030.

O relatório foi apresentado uma semana antes da 24ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP24, que acontece na Polônia entre 2 e 14 de dezembro.

(Via ONU Brasil)

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2018-11-28T13:56:18Z
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/favicon.ico Pontos de ônibus de Cuiabá terão contêineres com energia solar e jardins suspensos http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2018/posts/cuiaba-deve-ganhar-82-pontos-de-onibus-em ca2b55d95162870d760e28734abfcf74 Os contêineres usados para o transporte de cargas serão reaproveitados. Eles devem passar por um processo de restauração, com a garantia de pelo menos mais 15 anos de vida útil. Os pontos usarão placas solares para a iluminação e terão pontos de USB para recarga de celulares, além de uma biblioteca com livros.
Pontos de ônibus usarão estrutura de contêineres
Fotos: Prefeitura de Cuiabá/ Divulgação

 

Um projeto prevê a construção de 82 pontos de ônibus, usando a estrutura de contêineres, em Cuiabá, por meio de parceria com empresas privadas. De acordo com a prefeitura da capital, será feito um chamamento público para que as empresas interessadas possam se manifestar e custear o projeto.

O primeiro já está sendo construído na Avenida do CPA. Os outros serão instalados em diferentes regiões da cidade, onde o fluxo de passageiros varia em uma média de 5 a 10 mil pessoas por dia.

Em troca da construção, segundo a prefeitura, as empresas poderão usar o espaço para publicidade.


Abrigos serão construídos por meio de parcerias com empresas

As estruturas também terão jardins suspensos, que serão cobertos por plantas ornamentais

Os contêineres usados para o transporte de cargas serão reaproveitados. Eles devem passar por um processo de restauração, com a garantia de pelo menos mais 15 anos de vida útil.

A diferente alternativa encontrada para garantir maior comodidade ao cidadão é fruto de um trabalho integrado entre a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e a Secretária Extraordinária dos 300 Anos.

Placas solares e bibliotecas
Os pontos usarão placas solares para a iluminação e terão pontos de USB para recarga de celulares, além de uma biblioteca com livros.

As estruturas também terão jardins suspensos, que serão cobertos por plantas ornamentais.

Com essa dinâmica, empresas conquistam o direito legal de explorar o espaço com o uso de publicidade, à medida que também assumem a responsabilidade de zelar pelo lugar, com as devidas manutenções necessárias.

Com o prazo mínimo de cinco anos para exploração, é possível que esse período seja prolongado conforme a legalidade dos trâmites institucionais.

(Via G1 MT)

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2018-11-27T13:57:00Z
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/favicon.ico A água no Brasil: da abundância à escassez http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2018/posts/a-agua-no-brasil-da-abundancia-a-escassez 4885364ecaff0f01d390fcdda3d4a64d Culturalmente tratado como um bem infinito, a água é um dos recursos naturais que mais tem dado sinais de que não subsistirá por muito tempo às intervenções humanas no meio ambiente e às mudanças do clima.
O Brasil tem 12 regiões hidrográficas que passam por diferentes desafios para manter sua disponibilidade e qualidade hídrica
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Garantir o acesso à água de qualidade a todos os brasileiros é um dos principais desafios para os próximos gestores do país. Culturalmente tratado como um bem infinito, a água é um dos recursos naturais que mais tem dado sinais de que não subsistirá por muito tempo às intervenções humanas no meio ambiente e às mudanças do clima.

Em várias regiões do país, já são sentidos diferentes impactos, como escassez, desaparecimento de nascentes e rios, aumento da poluição da água. Os especialistas alertam que os problemas podem se agravar se não forem tomadas medidas urgentes e se a sociedade não mudar sua percepção e comportamento em relação aos recursos naturais.

O Brasil tem 12 regiões hidrográficas que passam por diferentes desafios para manter sua disponibilidade e qualidade hídrica. Mapeamento do Ministério do Meio Ambiente mostra que, nas bacias que abrangem a Região Norte, o impacto vem principalmente da expansão da geração de energia hidrelétrica. Na Região Centro-Oeste, é a expansão da fronteira agrícola que mais desafia a conservação dos recursos hídricos. As regiões Sul e Nordeste enfrentam déficit hídrico e a Região Sudeste apresenta também o problema da poluição hídrica.

O desafio é conter o aumento da temperatura do clima, fator que gera ondas de calor e extremos de seca que afetam a disponibilidade de água

Em nível global, o desafio é conter o aumento da temperatura do clima, fator que gera ondas de calor e extremos de seca que afetam a disponibilidade de água. O relatório especial do Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas, das Nações Unidas, divulgado recentemente, mostra que, se a temperatura global subir acima de 1,5°C, em todo o mundo mais de 350 milhões de pessoas ficarão expostas até 2050 a períodos severos de seca.

Como a água brotou de novo no Cerrado
Conciliar a atividade agropecuária com boas práticas de preservação e produção de água é uma das estratégias que tem contribuído para fazer a água brotar de novo da terra, nutrir o solo e correr para o rio. A ação tem sido empreendida pelo programa Produtor de Água para recuperar a Bacia Hidrográfica do Pipiripau, que já foi considerada uma das bacias mais problemáticas do Distrito Federal.

Localizada a cerca de 50 quilômetros do centro de Brasília, a Bacia do Pipiripau sempre foi marcada pelo conflito por recursos hídricos. A área tem pequenas, médias e grandes propriedades rurais que demandam muita água para irrigação. Os córregos desta bacia abastecem a população das cidades-satélites de Planaltina e Sobradinho, que juntas tem cerca de 300 mil habitantes, e alimentam as bacias hidrográficas de São Bartolomeu e do Paraná, que abrangem outros seis estados do país, entre eles, São Paulo.

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A Bacia do Pipiripau sempre foi marcada pelo conflito por recursos hídricos
Foto: José Cruz/Agência Brasil

“A Bacia do Pipiripau foi muito desmatada. Têm assentamentos que chegaram lá e era tudo braquiária [capim], pasto de gramínea exótica e eles estão agora fazendo sistemas de plantios agroflorestais, agroecológicos e isso contribui pra que o sistema volte a ter maior capacidade de infiltração da água, contribuindo para a bacia ficar mais saudável”, disse Isabel Figueiredo, coordenadora do programa Cerrado e Caatinga do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), que integra a Rede Cerrado.

Segundo Devanir Santos, coordenador de Projetos Indutores da Agência Nacional de Águas (ANA), além do impacto da intensa atividade agropecuária, a mudança no fluxo de chuvas também reduziu a capacidade de infiltração do solo na região, o que levou à redução da vazão dos rios da bacia.

“Antigamente, tinha chuva de longa duração e pouca intensidade por 15, 20 dias. Hoje, têm pancadas num curto espaço de tempo e isso dificulta ainda mais a infiltração de água no solo. O resultado é que acaba que você não tem uma boa alimentação do lençol freático, que é fundamental para você ter água no período da seca”, explica Santos.

Depois que sai da panela, a castanha é distribuída entre os dez trabalhadores e passa por uma máquina para quebrar a casca, que depois é retirada uma a uma com auxílio de uma faca

Extrativistas movimentam economia em áreas protegidas no Rio Xingu
O dia começa cedo para a comunidade do Rio Novo, na Reserva Extrativista (Resex) do Rio Iriri, na região sudoeste do Pará. Às 5h, Marlon Rodrigues coloca no fogo a primeira panela com castanhas in natura. Esse é o início do processo de beneficiamento da castanha-do-pará realizada na miniusina de processamento de produtos extrativistas instalada na comunidade, que alcançou este ano recorde de produção.

No ano passado, foram produzidos na miniusina 1661 quilos (kg) de castanha beneficiada. Este ano a produção deve fechar em torno de 4000 kg de castanha e o valor a ser comercializado é de R$ 40 por quilo.

Depois que sai da panela, a castanha é distribuída entre os dez trabalhadores e passa por uma máquina para quebrar a casca, que depois é retirada uma a uma com auxílio de uma faca.

As castanhas são então selecionadas e embaladas e estão prontas para a venda.

A quebra da castanha começa por volta das 7h e segue em ritmo frenético. O som das castanhas quebrando e da conversa entre os trabalhadores só para no final da tarde, às 17h.

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Foto: Lilo Clareto/ISA/Direitos reservados

Marlon Rodrigues passou a trabalhar na miniusina depois que seu pai adoeceu. Ele vivia da pesca e não se interessou pela atividade a princípio, mas hoje divide com sua irmã Raimunda a responsabilidade pelo beneficiamento da castanha.

“A gente mexia com pescaria e pra mexer com pescaria hoje em dia está muito ruim de peixe; tão ruim que quase não dá dinheiro nem pra comprar o alimento. Mexo aqui com castanha; meu trabalho é mexer a castanha no paiol e cozinhar castanha”, conta Marlon.

Quem são os fundadores da miniusina de castanhas na Bacia do Rio Xingu
Foi Dona Francisca da Chaga Araújo, dona Chaga, como é conhecida na Comunidade do Rio Novo, quem iniciou junto com seu marido Aguinaldo Rodrigues a instalação da miniusina de castanha, hoje sob cuidado dos seus filhos Marlon e Raimunda.

Dona Chaga representa bem a população local. Seu avô materno veio do Piauí para trabalhar nos seringais e pelo lado paterno seu parentesco é indígena, dos povos Kuruaya e Xipaya.“Meu pai era índio, minha mãe era branca e a gente é mestiço. Meu pai era índio; foi pego no mato. Ele era Xuruaya e o pai dele era Xipaya”, conta.

A avó materna veio do Maranhão e trabalhava com o coco do babaçu, técnica que passou de geração em geração. O começo do trabalho de beneficiamento de produtos extrativistas começou justamente com o óleo do babaçu. “Eu tirava o óleo de coco no pilão, tirava o coco, botava pra secar ia lá tirava o óleo; é difícil para nós comer esse óleo de soja”, conta ela.

Além da retirada do óleo da amêndoa, Dona Chaga e seu marido Aguinaldo Ribeiro foram até Uruará, para conhecer uma experiência de agricultores locais para fazer farinha com mesocarpo – parte da semente do babaçu, rica em fibras, cálcio, ferro, minerais e nutrientes. Foi assim que começaram a estruturar a miniusina do Rio Novo.

(Por Débora Brito e Leandro Melito, da Agência Brasil)

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2018-11-26T14:13:15Z
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/favicon.ico [VÍDEO] Por uma Black Friday mais consciente http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2018/posts/video-por-uma-black-friday-mais-consciente 8fe71ae113f75b6dd545c97a48336eb6 Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostrou que 85% das pessoas fazem compras por impulso e quase metade delas (47%) já compraram algo que nunca usaram.

Está chegando a hora! A partir da meia noite de ontem (22/11) e hoje (23/11) já começa oficialmente a oitava Black Friday brasileira. O movimento do comércio varejista foi herdado dos EUA e inicia oficialmente a corrida de compras para o Natal.

Segundo a Ebit/Nielsen, são esperados R$ 2,43 bilhões em faturamentos neste ano. Porém, especialistas alertam que a data não justifica o abandono da consciência na hora de consumir.

"O consumo faz parte da vida, mas em equilíbrio. Em excesso, motivado pela posse e acúmulo, e não pelo bem-estar, gerou a degradação no meio ambiente e no nosso dia a dia que vivemos hoje. A relação de equilíbrio com a natureza traz benefícios para todos nós com ar limpo, água, extração de produtos naturais, lazer e saúde, chama a atenção Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil, ONG nacional que busca o equilíbrio entre a prosperidade humana e a conservação da natureza.

O mais importante é que, antes de comprar, você se questione sobre a real necessidade de adquirir um produto

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostrou que 85% das pessoas fazem compras por impulso e quase metade delas (47%) já compraram algo que nunca usaram. "O planeta não está aguentando o nível de demanda da humanidade. A natureza é simplesmente incapaz de se renovar na velocidade cada vez mais rápida que precisamos", explica Gabriela.

Prova disso é o Dia da Sobrecarga da Terra, um estudo da Global Footprint Network, que avalia a data em que a demanda da humanidade em relação à natureza ultrapassa a capacidade de renovação dos ecossistemas terrestres naquele ano. Segundo a organização internacional de pesquisa, esse dia tem vindo cada dia mais cedo – neste ano, em 1º de agosto, a humanidade já havia esgotado o estoque de recursos naturais para o ano inteiro.

Como adequar a Black Friday ao consumo consciente?
Independentemente se você vai investir em presentes ou compras para si nessa Black Friday, o mais importante é que, antes de comprar, você se questione sobre a real necessidade de adquirir um produto. O consumo consciente é apenas uma chamada para essa reflexão.

O desperdício de recursos não afeta apenas o meio ambiente, mas também o bolso de cada consumidor. E, em tempos de crise econômica, nada melhor do que fazer melhores escolhas e economizar. "Instituições como o Instituto Akatu, Instituto Alana e os Novos Urbanos têm se dedicado a trazer para a sociedade pesquisas e campanhas para mudar o comportamento do consumidor em direção ao consumo mais consciente. Nós do WWF-Brasil indicamos fortemente que todos conheçam o trabalho dessas iniciativas. Precisamos consumir para viver, e não viver para consumir, finaliza Gabriela.

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2018-11-23T14:37:33Z
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/favicon.ico Que tal participar de uma feira de troca de roupas ao invés de comprar uma nova? http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2018/posts/que-tal-participar-de-uma-feira-de-troca-de-roupas 06c8ff76e0cdf58c01620b6c351bf54f Convide amigos e familiares a praticar o desapego de itens que estão encostados no guarda-roupa e ainda ter o benefício de obter uma nova peça.
Troque as roupas que não utiliza mais por outras. E o melhor, sem gastar nada
Foto: Unsplash

De acordo com a pesquisa Google Survey de 2018, os itens mais comprados pelos brasileiros com o 13º salário são roupas e calçados. Dada a tendência de muitas pessoas comprarem mais itens de vestuário do que necessitam, é bom lembrar que existem inúmeras formas de renovar o guarda-roupa sem impactar o bolso e o meio ambiente. Vale reforçar que a produção de roupas é a segunda atividade mais poluente no mundo, só ficando atrás da indústria de petróleo. Assim, se houver maneira de atender ao desejo de novas roupas sem impacto ambiental, vale contemplar essa possibilidade.

Nesse sentido, a troca de roupas surge como um caminho para o consumo consciente desses produtos. É uma alternativa simples e acessível para reciclar o guarda-roupa, estender a vida útil das peças e ainda desfrutar de um ótimo momento com familiares, amigos e a comunidade. Além de voltar para casa com novidades, é uma forma de dar utilidade para peças que estão encostadas no armário, às vezes, por mais de anos.

Confira algumas iniciativas que organizam encontros de trocas com frequência:

Trocaderia: a iniciativa foi criada pra promover a troca de peças e objetos. Os encontros ocorrem, em média, a cada dois meses. As trocas de roupas e objetos são feitas entre as pessoas e negociadas entre os donos de cada item.
(https://www.facebook.com/pg/trocaderia/about/?ref=page_internal)

Projeto Gaveta: o propósito fundamental da iniciativa é difundir o conceito de clothing swap no Brasil, criando uma rede onde os participantes possam trocar, entre si, roupas que não usam mais e refletir sobre a importância desse movimento. Os objetivos do projeto são de gerar a conscientização das pessoas sobre o excesso de roupas e levar o público a participar de feiras de trocas. (https://www.projetogaveta.com)

Aplicativo Roupa Livre: mais de 15 mil usuários fazem trocas de roupas utilizando esse aplicativo que é parte de um movimento maior que busca conscientizar as pessoas a respeito de uma moda mais sustentável. (https://www.roupalivre.com.br/app/)

(Via Instituto Akatu)

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2018-11-22T13:39:41Z
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/favicon.ico Alemanha testa ciclovia geradora de energia solar http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2018/posts/alemanha-testa-ciclovia-geradora-de-energia-solar 09d4b8110cee84e4e306a9e60587b61d Pavimento de pastilhas fotovoltaicas transforma velha pista de ciclismo em fonte de energia limpa. ciclovia-ecod.jpg
Malha de células fotovoltaicas que cobre ciclovia é autolimpante

Plantações à direita, casas à esquerda e, no meio, uma ciclovia serpenteia através do bairro de Liblar, em Erftstadt, cidade cerca de 30 quilômetros a sudoeste de Colônia. Dois ciclistas sacam seus celulares para fotografar a placa de sinalização: "Inauguração da primeira rota solar da Alemanha".

Muitas pastilhas solares feitas de vidro laminado nodoso formam um tipo de tapete sobre o asfalto. "Esta é uma ciclovia de 35 anos, com desníveis e raízes de árvores", diz o inventor do tapete solar e fundador da startup Solmove, o engenheiro Donald Müller-Judex. "Nós a cobrimos do jeito que estava, colando células fotovoltaicas sobre ela." Usar a ciclovia já existente constitui uma grande vantagem da nova tecnologia, já que construir uma via é bem mais caro.

Cada uma das pastilhas, de 10 por 10 centímetros, é uma célula solar, que é interligada eletricamente e mecanicamente às outras, formando um tecido flexível. Uma camada de borracha absorve o som e conecta o tapete com a parte inferior.

Müller-Judex teve a ideia há alguns anos, quando procurava espaços abertos para sistemas solares na região do Allgäu. Todos os telhados com características apropriadas já estavam ocupados, mas havia muitas ruas pouco movimentadas iluminadas pelo sol. Segundo ele, somente na Alemanha há 1,4 bilhão de metros quadrados de ciclovias disponíveis para a produção de energia, situadas em locais de pouca sombra. Essa áreas poderiam ter, assim, dupla utilização.

Nos módulos horizontais, a radiação solar não é ideal para produção fotovoltaica. "A estrada solar gera menos eletricidade do que o modo tradicional, sobre o telhado", explica o pesquisador Lukas Renken, da Universidade Técnica da Renânia do Norte-Vestfália (RWTH), em Aachen. O instituto onde ele pesquisa testou em laboratório o revestimento criado pela Solmove, assim como tecnologias semelhantes, como a SolaRoads, da Holanda.

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Pesquisadores da RWTH testaram pavimento fotovoltaico em laboratório

Usinas de geração de energia em rodovias estão surgindo em diversos países, e os projetos diferem sobretudo na construção e na disposição dos painéis.

Renken vê benefícios sobretudo na multifuncionalidade da nova pavimentação: os ladrilhos permitem a associação com circuitos de aquecimento para o inverno, iluminação LED e também de circuitos de indução para o carregamento de veículos elétricos, ou até mesmo de sensores para monitorar e controlar o tráfego – para fazer funcionar, por exemplo, um semáforo.

Na ciclovia solar, a administração da cidade não precisa gastar com o serviço de limpeza de neve e gelo durante o inverno. A pista se autodescongela com a eletricidade gerada por ela mesma. O restante da energia vai para a rede e pode ser consumida pelos moradores locais. Müller-Judex avalia que poderão ser gerados cerca de 15 mil quilowatt-hora (kWh) por ano, mais ou menos o consumo de uma família de quatro pessoas na Alemanha.

"Nós vamos, nos próximos meses, olhar para o monitor e comparar os rendimentos com a produção fotovoltaica normal, vai demorar dois a três invernos só para testarmos a calefação." Também será necessário algum tempo para se saber como o sistema resiste à geada, à sujeira e ao peso do trânsito.

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A superfície deve ser autolimpante devido à estrutura de nódoas: a sujeira se acumula nas junções e é lavada pela chuva. Mas isso funciona na prática? "Há certas coisas que não conseguimos testar em laboratório", pondera Renken.

A construção-piloto, de 90 metros de extensão e cerca de 200 metros quadrados, custou cerca de 800 mil euros e foi financiada pela Iniciativa Nacional para Proteção do Clima, do governo alemão. A ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze (foto à esq.), se disse satisfeita por não precisar ir a Amsterdã ou Copenhague – duas das cidades mais famosas do mundo pelo amplo uso de bicicletas para o transporte urbano – para conhecer um exemplo de inovação ambiental.

Apoio estatal
Müller-Judex pede mais apoio estatal para startups de tecnologia limpa. "O que recebemos de incentivo é cerca de um décimo do disponibilizado na França ou na China", afirma, lembrando que, nesses países, estradas solares são construídas em grande estilo. Até 2020, a startup Wattway instalará na França mil quilômetros de rodovias para produção de energia solar. Para financiar o projeto, o governo aumentou o imposto sobre a gasolina.

A administração de Erftstadt também está fazendo muito para reformar sua malha de ciclovias, assumindo cerca de 10% dos custos. "Temos muitos caminhos históricos e antigas linhas ferroviárias para escoamento de minério e investimos muito dinheiro nelas", diz o prefeito Volker Erner. "Há três anos ninguém teria pensado que tal coisa seria possível." A ciclovia solar também é um projeto que serve de contraponto à exploração de minério de carvão nas proximidades.

Críticos do projeto dizem que, com o mesmo dinheiro, poderiam ser construídas ou renovadas inúmeras ciclovias convencionais. Já antes da inauguração, vândalos quebraram algumas pastilhas de vidro. Mas é claro que a pista de teste é muito mais cara do que uma rota solar produzida em grande escala.

Müller-Judex avalia que, com produção em série, o custo será de 250 euros por metro quadrado, e esse investimento daria retorno de 12 a 14 anos. Depois, o pavimento geraria eletricidade por mais dez anos. A longo prazo, a ciclovia solar deve ser mais barata que a normal, que só tem custos.

A demanda já é alta, especialmente no exterior. Na China, ônibus devem percorrer 190 quilômetros nos Jogos Olímpicos de 2022 e se carregarem indutivamente. Esta rota pode ser pavimentada com os módulos da Solmove.

(Via Deutsche Welle)

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2018-11-21T14:15:41Z
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/favicon.ico Acordo visa proteção dos biomas Caatinga, Pantanal e Pampa http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2018/posts/acordo-visa-protecao-dos-biomas-caatinga-pantanal fd1144b7bbb4e1a310aff2fb07f6966c Projeto será financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) e terá aporte de US$ 32,6 milhões. Além do ICMBio e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 11 estados são parceiros. biomas-ecod.jpg
Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT)
Foto: Zig Koch/ Arquivo SBio/MMA

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) assinaram, na semana passada, um acordo de cooperação para implementação do projeto Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a Biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal, o GEF-Terrestre. O Global Environment Facility (Fundo Mundial para o Meio Ambiente) financia o programa com um aporte de 32,6 milhões de dólares.

A assinatura, que formaliza a participação do MMA e sinaliza o início da execução dos trabalhos, foi publicada no dia 16 de novembro, no Diário Oficial da União. O objetivo é promover, de forma mais efetiva, a conservação da biodiversidade dos três biomas por meio da criação de novas áreas protegidas, melhoria na gestão das unidades de conservação, recuperação de áreas degradadas, proteção de espécies ameaçadas e engajamento das comunidades locais nessas ações.

Para a implementação, a Secretaria de Biodiversidade do MMA vai contar com a parceria de 11 estados (RS, MG, MT, MS, BA, AL, PB, PE, RN, PI e CE), além do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). O contrato do projeto já havia sido assinado pelo Funbio, agência executora do projeto, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a agência implementadora, em maio deste ano, e terá duração de cinco anos.

“O foco principal do GEF Terrestre é dar mais atenção aos três biomas, que ainda não tinham sido efetivamente beneficiados pelos projetos de cooperação internacional da Secretaria de Biodiversidade. A Caatinga, que só existe no Brasil; o Pantanal com suas áreas úmidas de importância internacional; e o Pampa, bioma com o menor percentual de áreas protegidas (2,9%)”, explica a analista ambiental Marina Faria do Amaral, do Departamento de Áreas Protegidas do MMA.

Entre as ações a serem apoiadas estão a criação e a gestão de unidades de conservação, a recuperação de áreas degradadas, e o desenvolvimento de planos de ação territoriais para a conservação de espécies.

(Por Rogério Ippoliti, do Ministério do Meio Ambiente)

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2018-11-20T12:57:29Z
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/favicon.ico Empresas brasileiras lançam campanha digital sobre os ODS http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2018/posts/empresas-brasileiras-lancam-campanha-digital-sobre f7d12a8de836d0c6de0634bc1cf8fe5f Intitulada “Campanha ODS e Setor Empresarial”, a iniciativa envolve mais de 80 empresas e organizações. Até março de 2019, as páginas nas redes sociais dos participantes divulgarão mensagens e dados sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.  

Município de São João das Missões no norte de Minas Gerais, uma região de um dos menores IDH do Brasil
Foto: Renato Jorge Marcelo – ODS 1 – Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares

Empresas signatárias da Rede Brasil do Pacto Global, vinculada ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PnuD) no Brasil, lançaram nesta semana, por meio de sua Comissão de Engajamento e Comunicação (CEC), ação inédita para fortalecer a implementação da Agenda 2030 no país.

Intitulada “Campanha ODS e Setor Empresarial”, a iniciativa envolve mais de 80 empresas e organizações. Até março de 2019, as páginas nas redes sociais dos participantes divulgarão mensagens e dados sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Para fortalecer o papel do setor privado no alcance das metas da Agenda 2030, as empresas e organizações que participam da campanha também ressaltarão, por meio de Facebook, Twitter e Linkedin, como suas ações dialogam com os ODS.

Fazem parte pequenas, médias e grandes empresas, além de organizações da sociedade relacionadas ao setor privado

As publicações também abordarão os desafios do setor privado na implementação da Agenda 2030, bem como apresentarão ao público as oportunidades de desenvolvimento sustentável que as empresas podem gerar a partir de ações que dialogam com o crescimento econômico, a inclusão social e a proteção do planeta.

Engajamento do setor privado
“O engajamento com a campanha e a disposição das empresas e organizações que fazem parte da nossa rede mostram a maturidade do setor privado brasileiro e o comprometimento com o desenvolvimento sustentável, em linha com a Agenda 2030”, afirmou o secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, Carlo Pereira.

Na avaliação do copresidente do Grupo Assessor do Sistema ONU para a Agenda 2030 e assessor sênior do PnuD, Haroldo Machado Filho, as empresas tem papel central no alcance dos ODS, principalmente na construção de soluções duradouras e sustentáveis.

“O engajamento do setor privado é de fundamental importância para acelerar o cumprimento de uma agenda tão ambiciosa. É crescente o pensamento de que a interface entre negócios e problemas sociais e ambientais tem um grande potencial de sinergias, particularmente em uma perspectiva de longo prazo.”

“Boa parte da inovação no mundo hoje é para explorar essa interface, e uma série de produtos e serviços fantásticos está surgindo, o que mostra ser possível gerar lucro e, ao mesmo tempo, reduzir o uso de recursos naturais e gerar novas oportunidades às pessoas.”

Pacto Global
Lançado em 2000, o Pacto Global nasceu da necessidade de mobilizar a comunidade empresarial do mundo para a adoção de valores fundamentais e internacionalmente aceitos em suas práticas de negócio.

A iniciativa global é um avanço na implementação de um Regime de Direitos Humanos e Sustentabilidade empresarial. Atualmente são quase 13 mil signatários articulados em mais de 160 países.

Fazem parte pequenas, médias e grandes empresas, além de organizações da sociedade relacionadas ao setor privado. No Brasil, a Rede conta hoje com mais de 770 signatários, entre empresas, federações de indústrias e organizações da sociedade civil. A Rede Brasil do Pacto Global é entidade vinculada ao PnuD.

(Via ONU Brasil)

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2018-11-19T13:15:37Z